MAIN
Home
Maitreya

 

BACKGROUND
Teachings
MAIS RECURSOS
Magazine
 
 

 
 Início >> Temas de fundo>>Mais sobre Benjamin Creme

Share International HomeShare International HomeBackground information

Mais sobre Benjamin Creme

Benjamin CremeFui bastante solicitado para responder sobre como vim a fazer este trabalho. Não vou responder alargadamente pois existem leis escritas de reserva sobre certos aspectos da relação de Mestre e Discípulo. Mas, se isso pode representar qualquer tipo de interesse, e na esperança que possa tornar mais real e credível a existência dos Mestres e do regresso do Cristo em primeiro lugar, eis o que segue:

Quando tinha quatro ou cinco anos de idade, um dos meus passatempos preferidos era sentar-me à janela e olhar para o vento. Não o seu efeito sobre as árvores e folhas mas o próprio vento. Olhava para os movimentos do vento e tentava adivinhar se ele soprava do norte, sul, leste ou oeste. Quando comecei a freqüentar a escola, ensinaram-me que o ar é invisível, que o vento também o é e foi assim que me esqueci do que era certamente um certo nível dos planos etéricos da matéria.

Planos Etéricos

Acima do plano físico denso – Sólido, líquido e gasoso -, existem quatro planos formados de uma matéria ainda mais sútil e que que constitui o “Envelope Etérico do nosso planeta. Os planos físicos densos são uma “precipitação” dessa matéria mais sútil. Só vinte anos mais tarde, durante a construção e utilização do acumulador Orgônico de Wilhelm Reich, pude novamente ter a percepção desse oceano de energia, do qual nós próprios fazemos parte, e assim comprovar a mim mesmo a existência dos planos etéricos.

Alexandra David Neel (1868-1969)Com a idade de 14 anos, eu li o que foi para mim um livro extraordinário: Com Místicos e Mágicos no Tibete, por Alexandra David Neel (1868-1969) (ver foto). Esta mulher francesa de infatigável coragem, determinação e cheia de recursos, disfarçada como um Lama, para penetrar nas barreiras proibidas ao redor daquele misterioso país, ganhou permissão para ficar, e se colocou sobre a tutela de um verdadeiro Lama. Ela descreve várias práticas esotéricas, algumas das quais ela aprendeu , incluindo a criação por pensamento de um "familiar"; em seu caso de um jovial monge gordo que logo saiu fora de seu controle e teve que ser desmaterializado Estas práticas obviamente envolveram considerável concentração e controle mental, mas eu tive um pouco de sucesso com algumas delas, incluindo Tumo, um sistema para criar calor interno em tempo frio.

Wilhelm Reich (1897-1957)No final dos anos 1940, através de um estudo do trabalho de Wilhelm Reich (1897-1957) (ver foto), e da utilização do acumulador orgônico, eu tornei-me consciente de, e extremamente sensível para, correntes de energia; tanto que podia dizer quando uma bomba explodia no Pacífico ou noutros lugares. Para além desses milhares de quilômetros eu notava as variações causadas pelas explosões nas correntes etéreas. Inevitavelmente, um ou dois dias depois, era anunciado que os Estados Unidos, Rússia ou Grã-Bretanha tinham testado um "dispositivo" desta ou daquela potência.

O Poder da Mente

No começo dos anos 1950, eu tropecei em um livro por Rolf Alexander: O Poder da Mente. O artigo de revista que atraiu minha atenção a ele tinha, é lógico, concentrado-se no mais sensacional aspecto do livro-- "arrebentamento de nuvens", a quebra de nuvens apenas pelo poder do pensamento. Rolf Alexander, um Canadense, foi chamado para o Tibete e treinado por um Mestre Tibetano de Yoga, e seu livro delineia uma prática para trazer a instintiva, mente subconsciente sobre o controle da diretora mente consciente. A última é freqüentemente fragmentada e parcialmente submergida na atividade do computador subconsciente da primeira, e grande parte de sua energia disponível é perdida. O método utilizado é auto-hipnose. A libertação do consciente, princípio diretor de seu envolvimento na atividade da mente subconsciente (que deve ocorrer automaticamente) libera grandes quantidades de energia mental e leva diretamente ao foco e concentração que antecede a meditação. E então eu comecei a meditar.

Alice Bailey

Alice BaileyEu também comecei a ler. Eu li, entre outros, os escritos teosóficos de H. P. Blavatsky e Leadbeater, as obras de Gurdjieff, Ouspensky e Nicoll, os de Paul Brunton, Patanjali, os ensinamentos de Alice Bailey e o Agni Yoga, li também os Swamis Vivekananda, Sivananda e Yogananda, Sri Ramana Maharshi, tentei seguir o caminho do autoconhecimento. Através da meditação de Sri Ramana Maharshi sobre "Quem sou eu? " (E também graças ao meu Mestre, agora sei), senti-me totalmente identificado com tudo no mundo fenomênico: a terra, o céu, as casas e as pessoas, árvores, pássaros e nuvens, eu via-me como sendo tudo isso. Desapareci como ser separado, preservando no entanto a minha plena consciência, ampliando-a ao ponto de incluir todos nela.

Sri Ramana MaharshiPercebi que essa era a verdadeira Realidade, geralmente coberta e escondida pela nossa consciência em estado de vigília e por causa de nossa identificação com o corpo físico. Vi esse mundo fenomênico como uma espécie de ritual, um jogo de sombras ritualístico incorporando um sonho ou um desejo dessa Unicidade, a única real e que também sou eu.

Como eu cheguei a este trabalho? No final de 1958, um colega discípulo "conectado" garantiu-me que eu recebia "mensagens". Fiquei surpreendido e não acreditei. Disseram-me que as mensagens faziam ricochete em mim mas que se eu agisse de determinada forma seria capaz de recebê-las corretamente.

O começo do trabalho

Acho que então fiz a coisa certa, porque uma noite no início de Janeiro de 1959, ouvi dentro de mim, de forma tão clara que era impossível ser enganado, a seguinte declaração: “Vai a este lugar (Em Londres) nesta data e hora (cerca de três semanas mais tarde). Nessa noite, de fato, pessoas estavam à minha espera nesse local que me indicaram.

Este foi o início de uma avalanche de mensagens que chegaram em números crescentes. Algumas, aparentemente, eu perdi (era me revelado mais tarde quando eu perdia uma) e então tive muito medo e comecei a ditar mensagens de mim para mim. Eu me enviei para várias encontros, onde nada aconteceu e ninguém veio, mas gradualmente eu me acalmei; eu não as perdia e as parei de inventar.

Foi me pedido para pegar um gravador de fitas e recebi muitos longos ditados de vários tipos. Alguns continham conselho, tutela, ou instruções espirituais. Não foi me dito a identidade do Mestre (ou Mestres) que falavam assim, telepaticamente, para mim, e eu acho que eu era muito tímido para perguntar, embora foi me dito que eu podia fazer perguntas. Não foi até anos mais tarde que eu descobri seu nome e também que teria sido me dito se eu tivesse perguntado muito tempo atrás.

"Afirme sua vinda"

Uma noite, no começo de 1959, durante tal transmissão, foi me pedido para desligar o gravador de fitas. Então seguiu um discurso sobre seu Reaparecimento por Maitreya, o Cristo, Cabeça de nossa Hierarquia Planetária. Ele disse também que eu teria uma parte no Plano. Naquele tempo eu acreditava que o Instrutor do Mundo viria de um dos planetas mais elevados, provavelmente de Vênus, e esta informação de Maitreya causou um completo abalo ao meu pensamento. Em uma transmissão logo após este evento, meu Mestre, referindo-se a este novo conhecimento, adicionou: "O tempo está vindo quando será esperado que você aja em relação a isto." E em outra: "Afirme sua vinda!"

Eu não posso dizer que eu tomei estas exortações de coração e é por isto que eu estou engajado neste trabalho de preparação para o Cristo. A saber, eu guardei estas fitas por 17 anos e eu temo que eu precisei de um forte empurrão do Mestre para me lançar neste trabalho.

Des-glamourização

No final de 1972, numa fase interior muito difícil e quando menos esperava, surgiu esse sábio, esse astucioso ao qual tenho o privilegio de chamar “Mestre”. Ele cuidou de mim e submeteu-me a um intenso trabalho de treino e de preparação, a fim de lutar contra as minhas miragens e ilusões. Trabalhamos juntos vinte horas por dia durante meses para aprofundar e reforçar a ligação telepática entre nós, até que as partilhas e interações se tornaram facilitadas e exigindo o mínimo de atenção e energia da sua parte. Deste modo ele forjou um instrumento através do qual pudesse trabalhar, respondendo até às menores impressões suas, tudo isto evidentemente com a minha inteira colaboração e sem qualquer desrespeito em relação ao meu livre-arbítrio. Tudo o que vejo e ouço, ele vê e ouve. Quando ele assim deseja o meu olhar pode tornar-se o seu olhar e o meu toque o seu. Deste modo e com pouco investimento energético ele dispõe de uma janela sobre este mundo, de um posto avançado para a sua consciência para curar e ensinar. Ele permanece a milhares de quilômetros de distância, num corpo perfeitamente físico. Não pretendo ser sua única "Janela para o Mundo". Não sei o quanto o fenômeno é raro mas estou convencido de que não é único. Há um passo bem delineado na relação entre Mestre e Discípulo. O Mestre pediu-me para não revelar a sua identidade, por agora, nem mesmo aos membros do grupo com o qual eu trabalho e onde ele trabalha. Sei duas razões para este pedido (pode haver outras), e respeito-as. Porém posso dizer que é um dos Membros mais elevados da Hierarquia, um Mestre da Sabedoria cujo nome é bem conhecido no mundo esotérico Ocidental. Sua inspiração elevou tremendamente o poder conceitual e intensidade de minhas pinturas.

Dois pequenos episódios, entre muitos que ilustram a preocupação amável dos Grandes, e seus vívidos sensos de humor, assim como a habilidade em utilizarem seus poderes a longa distância:

A primeira ocorreu no começo de 1973, durante o período de mais intensa preparação e treinamento. Por algum tempo eu estive fumando pequenos cigarros e o Mestre freqüentemente pedia-me para parar de fumar estas "ervas daninhas" como ele os chamava. Sua técnica para desencorajar-me era a de me passar alguma meditação ou exercício cada vez que eu acendia um.

Um dia, preparando-me para ir a um encontro em um lugar, e coloquei esta pequena caixa de cigarros no canto de minha cama enquanto eu trocava de roupas. Quando eu estava pronto para sair, ela tinha, literalmente, desaparecido. Eu perguntei ao Mestre, é lógico, se ele tinha feito alguma coisa com ela. Ele clamou completa ignorância quanto, ou interesse nas, "ervas daninhas". Eu tinha certeza de onde eu as havia deixado, mas mesmo assim fiz uma minuciosa procura, sem resultado. "Você tem certeza que você não as escondeu?" eu repeti. Ele jurou sua inocência: ele tinha coisas melhores para fazer com seu tempo e energia. Finalmente eu disse: "Tudo bem, eu apenas vou pegar mais algumas quando eu sair." Imediatamente, elas estavam no canto da cama onde eu as havia deixado.

O segundo episódio diz respeito a um passarinho e ocorreu cerca de dois anos e meio atrás. Cada ano, nós somos visitados por um grande número de andorinhões que mergulham e rodopiam do lado de fora de nossas janelas durante todo o dia e fazem ninhos embaixo das calhas.

No começo de uma quente manhã de verão, um destes maravilhosos pássaros voou através de uma janela aberta, direto em direção à veneziana. Ele caiu com um ruído em uma grande painel de chão envernizado que ficava abaixo da janela, dobrando o punho e parte de cima do painel com o impacto. Ele fiou lá com a respiração pesada, seus olhos arregalados e suas enormes asas abertas, uma sobre, e uma do lado do painel. O Mestre pediu para eu olhar proximamente e cuidadosamente para o pássaro e eu senti sua energia fluindo através de meus olhos. De uma vez, ele relaxou e fechou seus olhos.

O Mestre me garantiu que não haviam ossos quebrados, mas que ele estava severamente ferido e chocado. Ele me disse para abrir a janela no fundo e para descer e tomar café da manhã. Meia hora depois, eu retornei para descobrir que o pássaro tinha ido embora, curado e restaurado para o ar da manhã.

Estes dois pequenos episódios podem surpreender aqueles estudantes que se lembram da declaração do Mestre Djwhal Khul de que os Mestres não estão interessados na, e não se preocupam com, as vidas de personalidade dos discípulos. Enquanto eu tenho certeza que, no geral, isto é verdade, eu tenho igualmente certeza que existem exceções a esta regra. Depende inteiramente do tipo de relação que o Mestre está procurando construir, o grau de confiança que ele procura extrair, e a relação kármica existindo entre ele e o discípulo.

Meditação de Transmissão

Em Março de 1974 ele deu-me nomes de catorze pessoas que eu iria convidar para um debate sobre “Meditação e assuntos relacionados”. Todos eles vieram.

Meditação de TransmissãoFalei sobre a Hierarquia de Mestres, de meditação e seu papel no estabelecimento de contacto com a alma. De acordo com as instruções recebidas do Mestre, apresentei a seguinte proposta: Convidei-os a participar num grupo de trabalho em que a sua meditação oculta ocorreria sob a direção de um Mestre da Sabedoria. Em troca, eles iriam atuar como transmissores de energia da Hierarquia, formando assim uma ponte entre a hierarquia e os discípulos em campo.

O Mestre procedeu a uma curta Transmissão para mostrar-lhes do que se tratava. Doze das catorze pessoas aceitaram. Os dois restantes não se sentiram prontos para este tipo de trabalho.

O grupo foi formado em Março de 1974, com o objetivo de canalizar as forças espirituais. Ao início tínhamos reuniões duas vezes por semana, durante uma hora e meia a duas horas. Quando surgiu a questão do nome que poderíamos dar ao grupo, a instrução do Mestre foi aquela que existe ainda hoje. Que nenhum nome seja utilizado, que nenhuma organização seja estabelecida, que não haja membros intitulados, que nenhuma barreira seja erguida à nossa volta e à volta das nossas idéias e que a maior abertura seja mantida.

O Tetraedro

Foi nessa altura que o Mestre me transmitiu um plano a fim de construir o instrumento Transmissor-Transformador que utilizamos neste trabalho e que também utilizo para a cura. Ele é um tetraedro em forma e é baseado no princípio que certas formas tem propriedades energéticas inerentes.

Tetraedro

Tetraedro

Um grande estudo está sendo feito hoje sobre a natureza e propriedades energéticas da pirâmide. A Grande Pirâmide em Gizé é na verdade um instrumento Atlante, baseado no poder da forma. O objetivo do homem Atlante era o de aperfeiçoar o veículo ou corpo astral-emocional. Apenas por ser da forma que é, a pirâmide, quando alinhada com os pólos norte e sul, atrai energia dos planos etérico e astral. Esta foi transmitida para o benefício da população da grande cidade que está enterrada abaixo das areias ao redor da Pirâmide e da Esfinge.

O objetivo de nossa presente, quinta, raça raiz, a Ariana (com nenhuma relação com a noção de Hitler de homem Ariano) é a de aperfeiçoar o veículo mental. Quando alinhado norte e sul, o Tetraedro automaticamente atrai para si e transmite energia do plano mental. O princípio está por trás de nossa utilização do instrumento. A instrumentação-- cristal de quartzo, imãs, discos e fios de ouro e prata, foca e potencializa todas as energias canalizadas através de nós pela Hierarquia; a própria forma as transforma a baixo para os planos mentais mais baixos onde elas podem ser mais prontamente absorvidas por muitas pessoas. Sem este trabalho transformador, que o instrumento leva à diante, as energias Hierárquicas, fluindo como elas o fazem em sua maioria do nível Búdico (o nível da Intuição Espiritual), iriam "ricochetear" nas massas de pessoas, e seus efeitos seriam limitados. Isto está por trás da necessidade da Hierarquia para grupos de Transmissão, usando alguma forma de meditação ou oração.

Sobre a instrução do Mestre, eu construí também uma Bateria de Energia Espiritual que pode ser colocada ao transmissor. Até agora nós a utilizamos apenas uma vez, para demonstrar, eu suponho, o princípio.

Os membros do grupo mudaram muitas vezes, apenas quatro do grupo original permaneceram. Os números têm aumentado e diminuído, estabilizando em torno de uma dúzia de membros plenamente ativos. A estes juntaram-se muitos membros menos ativos ou menos regulares, assim como numerosas ramificações aqui e no estrangeiro. Agora reunimo-nos três vezes por semana a fim de transmitir as energias da Hierarquia em sessões de quatro a sete ou oito horas de duração. Somente os mais dedicados e os mais comprometidos podem suportar a intensidade deste ritmo, razão pela qual os números são baixos. Além disso temos regularmente uma reunião pública na Friends'House, Euston Road, em Londres, durante a qual o público é convidado a participar na transmissão das energias que são enviadas para eles.

Mensagens por Maitreya

Em Junho de 1974 iniciou-se uma série de ofuscamentos por Maitreya, que também nos transmitiu mensagens inspiradoras e informou-nos sobre a progressão da Sua exteriorização. Tivemos o privilégio de ser informados sobre o processo gradual de criação e desenvolvimento do seu corpo de manifestação, o Mayavirupa. No período de Março de 1976 até Setembro de 1977, estas comunicações de Maitreya se tornaram de fato muito freqüentes.

Durante o primeiro ano de vida do grupo, nós tínhamos um encontro aberto em cada lua cheia onde amigos interessados dos membros podiam se juntar para a transmissão. Nestes encontros na lua-cheia, eu dava uma pequena palestra, normalmente, sobre o reaparecimento do Cristo e a Hierarquia dos Mestres ou, em ocasião, sobre a significância, de um ponto de vista esotérico astrológico, das energias particulares da lua-cheia.

Palestrando

Nos finais de 1974, o Mestre declarou várias vezes: "Sabes, tens de compartilhar com o público. Não é muito útil divulgar esta informação apenas para vinte pessoas. "A pantomima começou! Protestei, implorei para não ter de enfrentar o público. Ele garantiu que estava apenas a brincar: "Tenho outros planos para ti", disse ele, e novamente pude relaxar. Mas em Janeiro de 1975, ele finalmente disse: "Desta vez é sério. Transmite essas informações (Ele tinha ditado uma quantidade de informações sobre o curso do Plano) aos grupos, independentemente da sua origem ou crença. Diz-lhes o que sabes. " A esperança é a de que das mentes mais focadas dos grupos sairá uma ação recíproca com o público geral, de forma que quando você for a eles, eles estarão de alguma forma preparados. A idéia não me agradou de todo. Eu amava o que fazia. Gostei de trabalhar em silêncio, esotericamente, sabendo que estava a fazer algo de útil sem muito esforço físico ou psíquico. Por estas razões nada fiz em relação aos grupos até que vários impulsos firmes do Mestre me levaram a agir. Em Março ou Abril eu escrevi esperançosamente para 40 ou mais grupos trabalhando em linhas espirituais, oferecendo meus serviços como um palestrante sobre: "O Reaparecimento do Cristo e os Mestres da Sabedoria." A resposta, de maneira não surpreendente, pois eu era bem desconhecido, não foi de forma alguma animadora. Eu tive, eu acho, seis a sete respostas. Três destes grupos estavam interessados em saber mais-- todos grupos novos conduzidos por pessoas jovens-- Centre House, Gentle Ghost e a Franklin School, e eu dei uma palestra em cada, a primeira na Centre House, em 30 de Maio de 1975.

Eu estava muito nervoso. Embora eu soubesse meu material, eu não o tinha em nenhum tipo de ordem. O Mestre, em sua bondade, ditou para mim uma lista de tópicos que eu podia olhar e, na verdade, ofuscou-me tanto durante a palestra que ele praticamente a deu. Bem antes do fim, eu fui repentinamente ofuscado pelo próprio Maitreya, meu coração derreteu, e eu tive a maior dificuldade em manter minha voz firme. As seguintes palavras foram colocadas em minha mente:

"Quando o Cristo retornar, ele não irá inicialmente revelar sua Presença, nem irão os Mestres que o antecedem; mas gradualmente, passos serão tomados que irão revelar aos homens que vive entre eles agora um homem de marcante, extraordinária potência, capacidade para amor e serviço, e com uma amplitude de visão, muito além do comum. Homens e mulheres, todos ao redor do mundo, irão se encontrar atraídos para a consciência do ponto no mundo moderno onde este homem vive; e deste centro de força irá fluir o Verdadeiro Espírito do Cristo, que irá gradualmente revelar ao homem que ele está conosco. Aqueles que podem responder a sua presença e seu ensinamento irão se encontrar de alguma forma refletindo este amor, esta potência, esta amplitude de visão, e irão para o mundo e espalharão o fato de que o Cristo está no mundo, e que o homem deve olhar para aquele país do qual um certo ensinamento está emanando. Isto irá ocorrer em um período de tempo muito, relativamente, curto, e irá levar para a conclusiva evidência de que o Cristo está em nosso meio.

"Deste momento em diante, as mudanças que irão ocorrer no mundo irão prosseguir com uma velocidade sem precedentes em toda a história do planeta. Os próximos 25 anos irão mostrar tais mudanças, mudanças tão radicais , tão fundamentais, que o mundo será inteiramente mudado para melhor."

Ninguém estava mais surpreso do que eu ao ouvir esta declaração. Não até eu ouvi-la de novo em fita eu tinha certeza, mesmo assim, que ela fazia sentido.

A manifestação de Maitreya estava completa

Dia 7 de Julho de 1977, o próprio Maitreya informou-nos que o corpo de manifestação, o Mayavirupa, estava totalmente concluído e que ele o tinha "vestido". O Seu corpo de luz (Corpo ascenso) descansava agora em um estado de animação suspensa nos Himalaias. A 8 de Julho fomos informados de que a descida tinha começado. Terça-feira dia 19 de Julho o meu Mestre disse que Maitreya tinha chegado ao "ponto focal", num grande país no mundo moderno. Tive que dar uma palestra naquela noite na Friends'House, mas fui convidado a manter essa informação em segredo durante algum tempo. Durante a transmissão da sessão no dia 22 de Julho, o Mestre disse que Maitreya, após um período de aclimatação de três dias, tinha começado a Sua missão nesse mesmo dia. Recebi permissão para compartilhar essa informação com o grupo.

Cerca da meia noite, a transmissão acabou e nós nos congregamos como de habitual para o chá antes de dispersarmos. Minha mulher ligou a televisão, quando o filme do fim da noite destacava um drama de família com Bette Davis no papel principal. Alguns do grupo viam, mas de forma compreensiva, meus pensamentos estavam em outro lugar. Eu fiz algumas observações sarcásticas sobre o filme e seus atores (normalmente eu admiro Bette Davis como uma atriz muito). Quando eu não conseguia mais agüentar, eu disse que eu tinha uma noticia bem mais importante para dizer a eles-- que o Cristo estava agora no mundo cotidiano em total presença física, e começando sua missão.

Muitas, muitas vezes desde então, para grupos de audiência, eu fiz este anúncio, mas nunca novamente com o sentimento de ter, mesmo que de uma forma pequena, partilhado de um grande evento planetário. As lágrimas de alegria nos rostos do grupo ao redor da mesa mostraram que eles, também, sentiram o mesmo.

Mensagens públicas de Maitreya

No começo de Setembro de 1977, foi me pedido se eu podia levar as mensagens de Maitreya à público. Em 6 de Setembro de 1977, a primeira mensagem pública foi dada, na Friend's House, Estrada Euston, "experimentalmente", para descobrir, eu suponho, como eu me saía para demonstração deste tipo de ofuscamento e telepatia em público-- uma coisa muito diferente da privacidade de nosso próprio grupo. Elas continuaram até agora. No momento em irmos a imprensa (1980) nós recebemos 85 mensagens. Estas são transmitidas por mim para a audiência; nenhum transe ou mediunidade é envolvida, e a voz é minha, muito obviamente fortalecida em poder e alterada em tom pela energia ofuscante de Maitreya. Elas são transmitidas simultaneamente em todos os planos astrais e mentais, enquanto eu forneço a vibração básica física-etérica para isto ocorrer. Destes níveis sutis, a mensagem impressiona as mentes e corações de incontáveis pessoas, que são gradualmente tornadas conscientes dos pensamentos e da presença do Cristo. Ele libera desta forma fragmentos de seu ensinamento, para preparar o clima de esperança e expectativa que irá garantir ele ser aceito e seguido, rapidamente e de bom grado.

É uma enorme, e embaraçosa, reivindicação a se fazer-- que o Cristo está dando mensagens através de você. Mas se as pessoas puderam livrar suas mentes da idéia do Cristo como alguma forma de espírito, sentado no "céu" na mão direita de Deus; se elas puderem começar a vê-lo como de fato ele é, como um homem real e vivo (embora um homem divino) que nunca deixou o mundo; que desceu, não do "céu", mas de seu antigo retiro no Himalaia, para completar a tarefa que ele começou na Palestina; como um grande Mestre; um Adepto e Iogue; como o ator principal na História do Evangelho que é essencialmente verdade, mas muito mais simples do que até agora apresentada; se as pessoas puderem aceitar esta possibilidade, então a reivindicação de receber comunicações telepáticas de tal Ser mais próximo e conhecível é também, talvez, mais aceitável. Em qualquer caso, eu deixo para um estudo da qualidade das próprias mensagens para convencer ou não. Para muitas pessoas, as energias, que fluem durante o ofuscamento, convencem. Muitos que vêm para estes encontros são clarividentes em vários graus, e suas visões do ofuscamento conforme ele ocorre é para eles a mais convincente evidência de todas.

O que precede poderá eventualmente ajudar a entender melhor o porque de eu falar dos Mestres, do Cristo, de seus reaparecimentos com tamanha convicção. Suas existências são para mim um fato real, certificado pela minha própria experiência e através de contato direto. É na esperança de despertar outros para a realidade deste fato, e para o além, momentoso, fato de seus retornos agora para o mundo cotidiano afim nos levar para a Era Aquariana, que este livro é escrito.

Benjamin Creme
Londres, 1980

(Do livro: The Reappearance of the Christ and the Masters of Wisdom, por Benjamin Creme)


HomeCopa

  | INÍCIO | MAITREYA | ENSINAMENTOS DA SABEDORIA ETERNA |