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Drogas: um problema mundial

Entrevista com o Mestre--, através de Benjamin Creme
por Patrícia Pitchon

Uma discussão sobre o alcance e profundidade da produção, distribuição e uso ilegal de drogas, e o que é necessário afim de se terminar com o seu jugo sobre o mundo.

As soluções colocadas à frente em relação à longa cadeia de causa e efeito de problemas com as drogas se organizam em seis categorias: legalização; medidas de lei e ordem; medidas financeiras como a tomada de ativos de traficantes de drogas; substituição de plantações (p.e, os camponeses que plantam a papoula para o ópio ou a folha de coca da qual a cocaína e a heroína são tiradas devem ser encorajados a cultivarem outras plantações); educação e reabilitação (para os consumidores), e finalmente, negociação, uma solução que alguns Colombianos colocaram à frente deste que os barões das drogas lá declararam guerra aberta contra o governo.

Qualquer plano adequado deve chegar aos produtores, consumidores e traficantes; ele precisa ter soluções de curto, médio e longo prazo; e os aspectos econômicos, políticos e sociais do problema devem ser considerados. O Mestre do Sr. Benjamin Creme gentilmente concordou em responder perguntas relacionadas à este problema. A entrevista ocorreu em 20 de Setembro de 1989.

PP: Mais e mais pessoas defendem a legalização das drogas como a resposta para este problema. Isto iria, eles dizem, acabar, em uma grande extensão, com a máfia das drogas.

O Mestre: “Isto pode ser atrativo, mas não é uma opção. Seria o equivalente a legalizar o assassinato.”

PP: O ex-chefe de gabinete da Casa Branca, Ronald Reagan, sugeriu que uma maior co-operação seria necessária entre bancos, agencias, oficiais da lei e governo, e ele até propôs (em um artigo recente do New York Times), a tomada de ativos e dinheiro dos traficantes de drogas, que o governo dos EUA poderia silenciosamente imprimir notas de dólar de $50 e $100 diferentes daquelas que estão agora em uso. Com um aviso de dez dias, o governo dos EUA deveria anunciar que as antigas notas não possuem mais valor, e que deveriam ser trocadas pelas novas. A tomada de ativos e dinheiro dos traficantes seria a primeira medida de emergência?

O Mestre: “Esta medida seria viável apenas a curto prazo—e poderia ser atrativa à curto prazo—mas a experiência da vida e da humanidade levam à conclusão de que ela não funcionaria.”

PP: Quais são as brechas?

O Mestre: “As brechas são estas: os traficantes de drogas saberiam de antemão sobre esses planos e tomariam as medidas necessárias afim de “re-lavarem” seus ativos. Na verdade, é isto o que eles estão fazendo neste momento. Como os criminosos no passado, por exemplo os de Chicago e outras cidades, eles estão tomando novos postos como cidadãos respeitados, investindo em cada aspecto da vida nacional e internacional. Eles são, com alguma freqüência, os titulares de ações em grandes corporações, normalmente cidadãos totalmente respeitáveis, freqüentemente trabalhando para governos em posições de apoio, como conselheiros, agentes comerciais, pessoas de contato e por ai vai, graças aos seus muitos contatos ao redor do mundo. Então seria muito difícil prendê-los dentro de um espaço de tempo razoavelmente curto antes que eles reagissem à nova situação e acharem uma maneira de lidarem com ela. Eles estão na posição que estão apenas porque eles são mestres em seu oficio. Suas inteligências são tão boas quanto os melhores serviços de inteligência.”

PP: A substituição de plantações não seria uma solução sem uma reestruturação dos preços das commodities no mercado mundial. Por exemplo, recentemente os preços do cacau e do café despencaram, terminando com os lucros de muitos países. O que você pensa quanto a isso?

O Mestre: “A longo prazo, a substituição de plantações é a melhor resposta. Mas, como você corretamente sugeriu, ela depende de outros fatores. Isto quer dizer que àqueles que cultivam essas plantações devem ser garantidos um retorno razoável quanto aos seu trabalho e investimento de tempo e energia no cultivo de plantações como café, bananas, ou outros, ao invés das plantações que produzam drogas. Isto se vincula, essencialmente, à reorganização da economia mundial. No final, isso volta mais uma vez a uma reorganização da economia do mundo, baseada principalmente no principio da partilha e de uma justa redistribuição dos recursos do mundo. Quando isso for feito, você verá que camponeses nos vários países produtores de drogas do mundo—de seu próprio livre-arbítrio—aceitarão de bom grado a responsabilidade de alimentar a nação, ao invés de alimentar a necessidade por drogas de milhões de—como eles os vêem—imorais cidadãos da parte mais baixa da escala social, marginais, etc. Eles se sentiriam mais orgulhosos de seu trabalho. Iria dar a eles um sentimento de estarem contribuindo de uma maneira positiva e não destrutiva para a economia mundial. No momento—como eles vêem—eles não possuem alternativa.”

PP: O que você acha quanto a outra alternativa, aquela de se gastar muito dinheiro na reabilitação de viciados em drogas e na educação das pessoas em larga escala?

O Mestre: “A isso deve ser dada alta prioridade. Existem milhões de pessoas envolvidas em drogas, tanto como produtoras quanto como consumidoras. Os usuários, é lógico, são sempre os perdedores. Um enorme programa de reabilitação deve ser posto em ação por todos os governos que possuam algum problema nesta área. Como algumas pessoas sabem, Maitreya já começou esse processo, de inaugurar centros nos quais jovens transgressores, indivíduos alienados, membros de famílias destruídas, usuários de drogas e marginais (aqueles na outra ponta da sociedade—que se colocam contra a sociedade) podem ser, e eventualmente serão, reabilitados. Lá eles podem ganhar o respeito-próprio que irá levá-los à sua reabilitação e igual posto com o resto da sociedade. Eles precisam ver a si mesmos como pertencendo à algo. No momento, eles estão no caminho lento para o suicídio, porque, para a maioria deles, a vida possui pouco a oferecer que seja de valor.”

PP: O que você acha quanto a mais medidas de ordem e de lei?

O Mestre: “Este é um primeiro passo necessário, e deve ser visto apenas como isso. É uma medida de estanque, afim de prevenir a escalada da ameaça, que é uma ameaça real para o bem estar da sociedade. É como se fosse um cancro. Mas por um período curto, fundos suficientes deveriam ser redirecionados a esta ação de policiamento, afim de controlar a distribuição das drogas já preparadas conforme elas deixam as várias fábricas pequenas que estão crescendo em numero ao redor do mundo. Isto será necessário por anos.”

PP: O que você acha quanto à negociação com traficantes de drogas, uma solução colocada à diante por algumas pessoas proeminentes na Colômbia?

O Mestre: “Isso deve ser tentado. Pode funcionar ou não. Depende de outros fatores. Um dos principais fatores nisso é o fator incentivo. Onde o dinheiro tem o seu presente valor, sempre haverá o incentivo para algumas pessoas quererem se tornar muito ricas. Mas logo, haverá uma completa transformação nos sistemas econômicos mundiais graças à desvalorização do dinheiro depois da vindoura quebra nas bolsas de valores. Então as pessoas perceberão que não será tão recompensador colocarem-se contra a lei—e uma lei fortalecida se medidas prévias forem tomadas—nos países produtores. Será menos glamoroso, menos recompensador e mais perigoso do que é no presente se engajar no que será visto, mais e mais, a ser uma atividade criminosa. Também, uma das dificuldades inerentes à negociação é que alguns dos maiores traficantes de drogas são, aparentemente, cidadãos respeitados na chefia de grandes corporações e indústrias, e por ai vai. Para eles, este é um apropriado—embora ilegal—investimento. Então não é provável que eles venham à frente facilmente afim de entrarem em negociação. Mas vale a pena tentar.”

PP: Estas pessoas são algumas cujo nome nunca ouvimos falar?

O Mestre: “Em grande parte, sim. Podem existir alguns que estejam sobre a suspeita de várias agencias governamentais, mas até agora, elas foram astutos o suficiente para “manterem seus narizes limpos.”

PP: Existem Americanos e Europeus entre eles?

O Mestre: “A maioria das nacionalidades. Mas eles estão em um nível que é praticamente inalcançável e sem suspeitas, trabalhando através de divisões ou departamentos que eles mesmos criaram.”

PP: E quanto a outras medidas como reformas bancárias?

O Mestre: “Existe provavelmente pouco que possa ser feito neste departamento sem um maior acesso às contas bancárias. A maioria do dinheiro “lavado” em grande escala, é “lavado” através de grandes bancos na Suíça, e eles se recusam a dar informações sobre tais investimentos, porque os bancos conseguem enormes lucros sobre este dinheiro. Então estes seriam os últimos lugares nos quais você seria capaz de forçar uma busca. Isso é realmente muito improvável, a não ser que você mude as leis de investigação e procura. Isso pode ser feito em alguns países, como na Grã-Bretanha, se evidência o suficiente for trazida à superfície. Mas é difícil achar essas evidências nos níveis que elas realmente possuam alguma importância. Elas são muito bem organizadas, e, como dito anteriormente, a rede de inteligência daqueles às quais se tratam é, de fato, muito boa. Eles podem rapidamente mudar suas ações de um banco para outro. Eles as espalham por vários bancos, e investem em industrias absolutamente legitimas.”

PP: Então é uma rede muito extensa de corrupção?

O Mestre: “Absolutamente. Ela existe ao redor do mundo e é muito mais profunda do que se pensa. Ela é realmente muito profunda.”

PP: Se uma mudança ocorrer em produtores e consumidores, o que irá ocorrer a esta rede de corrupção em seus níveis mais altos, com todos esses fundos à disposição?

O Mestre: “O valor do dinheiro precisa mudar. Então eles perderão o incentivo de fazerem enormes fortunas, porque não haverá lugar algum na qual gastá-la. Conforme a economia mundial mudar para uma de suficiência e sustentabilidade ao invés da de constante crescimento e produção do presente, o incentivo para se amontoar uma riqueza massiva irá diminuir. Sempre haverá uma cúpula para os ricos e gananciosos, mas para a opinião publica mundial e graças às mudanças nos sistemas econômicos mundiais que gradualmente ocorrerão, isso se tornará cada vez menos um propósito de vida.”

PP: Uma mudança gradual na percepção de valores?

O Mestre: “Sim, parcialmente forçada por fora pela mudança no valor do dinheiro.”

PP: Quais são as perspectivas para a Colômbia a curto e médio prazo?

O Mestre: “Existem grandes esperanças que a Colômbia tome o caminho construtivo, mas também há tanta possibilidade para o caminho da destruição. No momento, tudo pode acontecer. Pode ir na direção de uma guerra civil e uma espécie de suicídio em massa, ou a Colômbia pode se reabilitar com a ajuda de nações importantes como os Estados Unidos e da não aceitação das atividades criminais de processamento e tráfico de drogas. Isso significa uma severa quebra nos exércitos pessoais empregados para manterem todo o sistema funcionando na Colômbia e em outros lugares. É necessário que se lide com eles em seu próprio nível.”

PP: Parece haver uma ligação entre drogas, defesa e divida afetando esta situação, porque se os países produtores forem se engajar na substituição de plantação, eles não podem sustentar o peso de suas enormes dividas; a divida não será cancelada a não ser que gastos em defesa caiam em países industrializados e eles realmente aliviem esses países (Peru, Bolívia, Colômbia, etc) de suas dividas, e ao mesmo tempo, as drogas florescem em um ambiente onde há grande pobreza. Isso é correto?

O Mestre: “Essa é uma afirmação correta, e cada um desses fatores possuem uma parte a desempenhar neste negócio corrosivo de produção de drogas. Anulações de dividas terão que ser subsidiadas cortando-se a defesa nas grandes nações. Isto já está a caminho. Na superfície, programas de defesa já começados estão continuando. Então muitos bilhões foram gastos em armas que estão próximas de serem completadas, e estes gastos provavelmente continuarão. Mas novos projetos foram cancelados de ambos os lados. Conforme os EUA e a URSS chegarem a um acordo afim de diminuírem armas nucleares, isso dará um incentivo a todos diminuírem suas produções. Isso cria uma condição estabilizada na qual a guerra se torna mais e mais impensável em escala global. Eles deram o tom para as outros nações.”

PP: O problema com as drogas se arrastará longamente e de maneira dolorosa? Nós teremos que gastar 10 ou 20 anos lidando com ele?

O Mestre: “Esperançosamente, e provavelmente, não. Ele pode durar talvez cinco ou seis anos a mais para diminuir de intensidade. A casca da noz será quebrada quando o principio da partilha começar a ser implementado entre as nações. Esta é a chave para todo o processo. Isso permitirá que os países mais pobres—os tão chamados países do Terceiro Mundo que estão, em grande parte, produzindo drogas em grande escala—tomem seus lugares dignos e de direito na comunidade de nações sem terem que recorrerem a esta atividade ilegal, que ninguém quer, a não ser aqueles que estão fazendo dinheiro dela. O próprio principio da partilha, e a criação de uma economia baseada na sustentabilidade e suficiência acabará com o poder dos traficantes.”

PP: Talvez nós precisemos de um choque para termos uma grande mudança. Este choque será a quebra nas bolsas de valores?

O Mestre: “A humanidade precisa se erguer contra isso e desesperadamente, e este choque certamente será forte, e irá levar a humanidade ao bom senso, e os governos, em alguns casos, aos joelhos. Eles irão suplicar, quando Maitreya vir à frente, por conselhos, e irão aceitar esses conselhos, e assim, todas as suas prioridades mudarão. É lógico que isso mudará a dependência de milhões sobre as drogas. As pessoas se voltam às drogas porque elas não sabem quem elas são; elas não sabem quem são, porque elas não foram educadas para isso. Elas estão obcecadas com o sentimento de sua própria ignorância, sua incapacidade, inutilidade, e portanto, elas sentem que não possuem nada à perder. Elas não possuem respeito-próprio. É por isso que Maitreya diz, “sem respeito próprio, nenhum outro progresso poderá ser feito.” A primeira coisa é ensinar o respeito próprio.

“A transformação das estruturas econômicas do mundo e uma reorientação das prioridades dos governos irão criar as condições nas quais as pessoas possam reconquistar seu auto-respeito. E então, elas não irão para as drogas. Se as pessoas não quiserem drogas, ninguém irá produzi-las. É uma questão de opinião entre a Hierarquia que a crise em relação às drogas esteja atingindo o seu ponto mais alto, e quando ela chegar às alturas, existe apenas um lugar para onde ela poderá ir (e é para baixo).”

Da edição de Novembro de 1989 da Share International.

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