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Escolas sem muros

por Patrícia Pitchon

Uma entrevista com o Mestre—sobre a necessidade por uma mudança nas instituições educacionais baseadas na autonomia da criança como uma alma em encarnação.

O Mestre de Benjamin Creme gentilmente concordou em oferecer suas visões sobre a crise educacional que, em uma variedade de modos, está afetando muitos países ao redor do mundo hoje.

Patrícia Pitchon: Em muitas cidades ao redor do mundo, a educação está em crise. Particularmente no Ocidente, a autoridade de tanto os professores como dos pais parecem estar declinando , e o problema da disciplina na classe de aula é um dos maiores. Quais, na sua visão, são as causas e quais são os remédios?

O Mestre: O problema não é o da disciplina. É uma questão de liberdade e um novo sentido quanto a validade da criança: sua necessidade e direito de auto-expressão. Cada criança—em qualquer nível—vem ao mudo com a sua série de propósitos. Um dos maiores é o de aprender a viver em paz e harmonia com todos os outros e em corretas relações com o seu próprio ambiente. A possibilidade para que isso aconteça é muito rara. Tão grande são as desigualdades de oportunidade e padrões educacionais que poucas se acham em uma situação onde seu verdadeiro valor e necessidades podem ser respeitadas e servidas.

O mundo hoje está saturado com uma nova energia espiritual, a energia do equilíbrio, focada por Maitreya. Ela leva todos em duas direções: para dentro, em direção de sua fonte, que dá a pessoa um freqüente poderoso sentimento de si mesmo como um individuo único, e também para fora, em direção à sociedade, onde ela procura levar à diante suas reivindicações.

O problema da disciplina está conectado com a crise na psicologia da criança, e com a necessidade de se reconhecer todas as pessoas jovens como únicas, filhos de Deus, evoluindo em direção à manifestação desta Filiação.

Todos os estabelecimentos educacionais hoje, sem exceção, estão em um estado de transição, alguns mais, alguns menos. Levará um tempo considerável para que os ajustes necessários na teoria e prática educacionais ocorram antes que o problema da disciplina possa ser resolvido.

Os jovens em todos os lugares precisam e estão pedindo por suas liberdades e direitos, afim de serem tratados não como bebedores subservientes de conhecimento prestigiado, mas como aventureiros procurando as respostas para suas perguntas e a realização de seus sonhos.

PP: No Japão, existe uma atmosfera intensamente competitiva na educação. Crianças na sociedade Japonesa estudam longas horas, e muitos vão a aulas extras depois da escola retornando para casa bem tarde para fazerem seus deveres de casa. Qual é a sua visão sobre esta tendência?

O Mestre: Este problema não está confinado no Japão, mas alcançou o seu cume lá. Como um resultado da comercialização do aprendizado, vasto numero de crianças estão sendo sujeitas a estas condições injuriosas. O resulta irá se mostrar conforme a presente geração alcance sua maturidade.

No entanto, pessoas em todos os lugares são incrivelmente resilientes e rapidamente usam suas reservas quando são convidadas a fazerem. Isto irá acontecer no Japão em um futuro não tão distante e crescentemente em outros lugares.

Uma nova dimensão—a dimensão da alma—irá se tornar mais e mais aceita como a base para as necessidades da criança. Quanto isto tiver se tornado o caso, cada criança será vista como uma alma em evolução movendo-se em direção à realização do seu potencial dado para esta vida. A nova ciência, a psicologia da alma, será a base para todos os esforços educacionais futuros e irá transformar a vida tanto para a criança como para o professor.

Escolas e universidades perderão seus aspectos institucionais e se integrarão mais e mais com a sociedade na qual a criança seja encontrada. Uma relação mais próxima, portanto, entre a escola e o trabalho se tornará a norma, e abrirá o caminho para as “escolas sem muros”.

PP: Recentemente, um artigo sobre educação no The Independent, um jornal de Londres, descreveu a criação de escolas incomuns em Harlem, uma bem conhecida vizinhança negra em Nova York. Uma é uma escola de ciência marinha, outra possui ênfase na arte, uma terceira possui uma forte orientação para negócios, e por aí vai. O resultado acadêmico de crianças saindo de tais escolas foi elevadíssimo, o que parece provar que, mesmo em vizinhanças cheias de severos problemas sociais, o potencial criativo de muitas crianças está lá para ser puxado. Estas escolas estão começando os experimentos na direção que você está descrevendo?

O Mestre: Sim. Estes são os primeiros sinais da nova consciência de experiência múltipla, ação e interesses de longo alcance, e não a estreita especialização predominante no presente.

Cada criança traz à vida a soma de suas muitas realizações no passado, e muito é perdido para o mundo em talento e dons quando não se dá a oportunidade para suas expressões. Com estes muitos experimentos muito será aprendido sobres as verdadeiras necessidades e capacidades internas da criança, que hoje estão severamente subestimadas. Isto é a fonte de muito da “indisciplina” e desobediência que abunda.

PP: Você quer dizer, com isto, que a educação se tornará individualmente planejada?

O Mestre: Precisamente. Cada criança é única e a educação deve refletir esta necessidade individual. Com a nova ciência, virá uma compreensão dos Raios.*

Quando os raios individuais da criança forem conhecidos, seus talentos e limitações poderão ser melhor acessados. O papel do professor, portanto, irá mudar profundamente. Cada professor se tornará um mentor.

PP: Em partes do Ocidente, o consenso entre famílias, escolas e governos se quebrou. Como este consenso pode ser restabelecido?

O Mestre: Aos meus olhos, nunca houve tal consenso.

PP: A educação sempre foi levada á sério na Europa Oriental, mas como as escolas irão se adaptar à diminuição de conteúdo ideológico? Um nacionalismo exacerbado ou, em alguns casos, um conteúdo religioso irá substituir a ideologia política?

O Mestre: As nações estão evoluindo em diferentes taxas e inevitavelmente, as estruturas cambiantes das escolas e teorias educacionais irão variar. A perda de uma base ideológica não deve ser vista como uma calamidade.

Ao contrário, ela dá um novo sentido de liberdade para as mentes incondicionadas da criança. Este é um processo saudável e salutar. Não é ideologia ou religião, mas a imposição destes fatores condicionantes que trazem danos à mente em expansão da criança.

PP: O que a Índia pode fazer, via educação, afim de diminuir os conflitos devido às diferenças religiosas e de castas?

O Mestre: Educação é a resposta aos problemas da Índia, assim como é ao redor do mundo. A dificuldade para o subcontinente Indiano é o problema da implementação. Ninguém nega a necessidade, mas os problemas em se educar 800 milhões de pessoas presas em superstições, inveja e ódio de castas têm até agora se colocado como um obstáculo para  todos os esforços governamentais. A Índia, junto com muitos outros países, precisa da ajuda orquestrada do mundo desenvolvido afim de aliviar o seu imenso fardo. Assim que lidada com profundidade, crescerá na Índia uma nova consciência do estrangulamento que antigos tabus religiosos e sociais fez através dos séculos.

Um começo está sendo feito, e grandes instrutores como Sri Sathya Sai Baba estão iniciando procedimentos novos e de longo alcance com este fim. Irá levar tempo. As raízes da superstição, separação e ganância são profundas, mas um novo tempo está chegando para a Índia, assim como para todo o mundo.

PP: Quais, na sua opinião, são os objetivos imediatos da educação? Quais são os primeiros passos afim de se lançar uma base mais apropriada?

O Mestre: O primeiro passo é o de aceitar a autonomia da criança. Cada criança requer educação, de outra forma, ela não conseguirá realizar o seu potencial. No entanto, esta educação deve servir a ela assim como você gostaria que um par de sapatos servissem, e assim como o sapato tornar-se pequeno e deve ser mudado, assim também devem as estruturas educacionais, os aspectos, o currículo e os conceitos responderem às mudanças de necessidades da criança.

Basicamente, existem duas estruturas educacionais em muitos países: uma para uma pequena elite, preparando-a para os mais altos escalões de influência e poder, e outra fundamentada no geral, para as massas igualitárias, que é equipada para os menores postos na indústria e outros campos.

Cada uma possui vantagens e desvantagens, mas não leva em consideração a variedade de dons e níveis de evolução encontrados entre as crianças em todos os lugares. A criança verdadeiramente dotada deve encontrar o ambiente para realizar os seus dons. Isto é relativamente raro hoje.

A ampla massa de crianças produzem um nível menos permanente de realizações, mas devem sentir que todos os recursos estão à suas disposições. É realmente verdade que crianças verdadeiramente dotadas irão realizar na maioria das vezes sobre a maioria das condições, mas muito tempo disponível é perdido, pelo desejo de um estímulo necessário de alto nível. Esta é uma exigência essencial se as necessidades de um novo tempo devem ser atingidas.


*De acordo com os Mestres, sete tipos de energias movimentam-se através de nosso sistema solar; elas afetam cada átomo dentro dele e são conhecidas como os Sete Raios. O homem, considerado como uma personalidade com corpos físicos, emocional e mental, e como uma alma, responde à, e é colorida por, uma combinação particular destes raios, dependendo do individuo a que se refere. Em cada nível (físico, emocional, mental, da personalidade e da alma) um raio particular predomina, e os efeitos se expressam através de suas forças e fraquezas em particular. PP


 

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