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O veneno das forças de mercado

Entrevista com o Mestre de Benjamin Creme
por Patrícia Pitchon

Uma entrevista com o Mestre--, analisando os efeitos de uma nova dispensa na qual a ganância será substituída por harmonia social e interdependência, assim transformando o mundo e terminando com o reinado das forças de mercado.

A entrevista a seguir foi dada pelo Mestre de Benjamin Creme (através de Benjamin Creme) para a jornalista freelance Patrícia Pitchon e um jornalista da TV.

Patrícia Pitchon: Maitreya diz que as forças de mercado são "cegas", mas a atual teoria econômica simplesmente aponta para a lei de oferta e demanda, e o pensamento atual a iguala com liberdade.

O Mestre--: É uma questão de onde você se encontra inicialmente: esta é a base do seu movimento em resposta à oferta e à demanda. Um homem demanda "x" da vida e sua demanda será suprida rapidamente, com pouco gasto de energia. Outro demanda "x" mais outros fatores, e uma quantidade maior de energia é requerida para atingir suas necessidades.

Pessoas fazem diferentes demandas sobre a lei da oferta. Alguns demandam mais da vida, comandam grandes recursos, e se estes são atingidos, só podem ser às custas daqueles que demandam, ou que podem demandar muito pouco. Esta é a cegueira das forças de mercado, que não leva em consideração as diferenças de status (econômico, social e outros) daqueles que fazem a demanda. Portanto a operação destas forças contém uma desigualdade interna: elas são intrinsecamente separatistas. É por isso que Maitreya as chama de "satânicas". Se todos começassem do mesmo ponto, poderia haver alguma lógica para elas. Mas ninguém começa. Você já tem pessoas ricas e pobres, e nações ricas e pobres.

Patrícia Pitchon: Por que esta análise não abala os governos Ocidentais?

O Mestre--: As nações desenvolvidas vêem como suas prerrogativas demandarem um certo padrão (de vida) da lei de oferta. Elas alegam que produzem muito. As nações pobres são vistas como “dando pouco” e portanto, merecendo pouco dos mesmos recursos do mundo.

A essência das forças de mercado é ganância, e ela foi formulada como uma teoria e processo econômicos em resposta à ganância das nações e indivíduos ricos.

Na luz, portanto, da nova dispensa na qual a ganância será substituída pela harmonia e interdependência social, as forças de mercado não podem mais se manterem. Elas estão condenadas como uma teoria econômica, porque elas não possuem relevância para o tempo futuro. Uma economia sustentável e auto-reguladora deve se tornar o objetivo.

PP: As pessoas parecem estarem tendo dificuldade em entenderem o conceito e a amplidão da sustentabilidade. O governo do Reino Unido parece pensar que a sustentabilidade é aplicável ao meio-ambiente, mas não a outras esferas. Qual é o principio guia da sustentabilidade?

O Mestre: O principio guia deve ser o da suficiência e não o do desperdício. No presente, o sistema econômico mundial é governado pelo desperdício. O desregramento deste desperdício criou os diversos problemas de poluição e constitui um perigo para o bem-estar do planeta. Isto é apenas meio conceito. Uma economia sustentável é uma que supra as necessidades de todos dentro da possibilidade da saúde do planeta. No momento, isto parece impossível de se alcançar, mas a tecnologia da luz transformará a situação da humanidade, e dará uma quantidade ilimitada de energia ecologicamente segura para todas as necessidades. Isto irá transformar a abordagem da humanidade para este problema de oferta e demanda, e portanto, quanto às forças de mercado.

Já existem muitos grupos que estão conscientes do perigo inerente à cegueira que segue as forças de mercado. Mais e mais comentadores estão denunciando a ganância que reside na base de todo pensamento político de hoje. Uma nova consciência está crescendo, que está vendo a ganância em uma nova luz. A ganância do presente está agora sendo vista pelo que ela realmente é—uma aberração—e logo será substituída pela co-operação.

PP: Como você vê o resultado imediato da quebra nas bolsas de valores no Ocidente?

O Mestre: Depois da quebra preliminar, as nações irão se encontrar para discutirem as maneiras pelas quais se lidar com o futuro de uma maneira ordenada. Aqueles que estiveram mais enfaticamente por trás do reinado das forças de mercado irão ver-se superados na dispensa que irá ocorrer, e aqueles defendendo a Cooperação irão ganhar ascensão.

Isto não ocorrerá da noite para o dia. O processo será gradual, mas não será muito atrasado. Já existem aqueles nos vários governos que estão esperando o momento de agirem.

PP: Estes são discípulos conscientes dos Mestres?

O Mestre: Alguns estão trabalhando com os Mestres. Alguns encontraram Maitreya. Eles foram treinados e preparados para levarem à diante as mudanças que um mundo mais igualitário irá exigir. Através do processo democrático—que ainda irá persistir—estas pessoas irão trazer propostas que, com maiores ou menores emendas, irão constituir a norma na maioria dos países.

PP: Que pontos de vista irão os recém modificados países Comunistas abrirem mão de maneira a irem em uma nova direção?

O Mestre: Foi a rigidez de pensamento que levou ao colapso o sistema comunista. Ele se tornou incapaz de se adaptar às mudanças de necessidade em sua sociedade. No todo, os grupos políticos na Europa Oriental e na União Soviética não estão encantados pelos agrados do capitalismo Ocidental. Eles de fato querem regenerar suas economias. Que eles desejam terem uma social democracia mais bem sucedida não é duvida. Que eles desejam mais bens é certeza. Que eles desejam terem uma maior participação no governo já é evidente. Mas isto não quer dizer que eles querem ter o capitalismo por inteiro. Ao contrário, ocorrerão muitos experimentos, bem sucedidos e falhas parciais antes de uma síntese que funcione seja atingida que irá satisfazer suas necessidades físicas e ideais sociais.

PP: Qual será a resposta dos governos do Terceiro Mundo que estão agora abraçando a abordagem econômica da oferta e demanda quando esta reorientação começar a ocorrer?

O Mestre: Nenhum país do Terceiro Mundo é igual ao outro em suas necessidades, seus potenciais ou em seus estados de desenvolvimento. Uma variedade de métodos serão tentados. Alguns serão mais semelhantes ao ideal Ocidental, alguns mais à maneira de pensar do comunismo Oriental. Mais e mais, no entanto, as nações do mundo sobre o impulso da partilha dos recursos, e almejando uma suficiência sustentável, irão gravitar ao redor de um socialismo democrático, ou, como alguns o chamam, social democracia.

Isto é verdade tanto para os países do Terceiro Mundo como para o mundo desenvolvido. Isto não quer dizer que todas as nações irão à diante no mesmo passo, mas isto irá se tornar seus ideais. E existe um lugar para o individuo e para o empreendimento livre dentro do contexto de uma direção social da economia.

PP: Que países estão mais próximos deste ideal?

O Mestre: Existem alguns países na Europa Ocidental: Holanda, Alemanha Ocidental e os países Escandinavos. França, Itália—os países do Mercado Comum em geral—refletem algo deste ideal. Mas lá, como em todos os lugares, o mal das forças de mercado tem envenenado a economia. Politicamente, eles têm uma social democracia que pode ser completada ou aperfeiçoada por uma maior participação de todos os grupos no governo, mas eles ainda estão infectados em uma maior extensão pelo veneno das forças de mercado. Politicamente, estes grupos são mais maduros. Existe uma maior compreensão das estruturas políticas do que dos efeitos destrutivos de algumas estruturas econômicas. Todos eles vivem sobre a hegemonia do totalitarismo econômico Americano, assim como as nações comunistas do Leste têm vivido sobre a hegemonia do totalitarismo político Russo. Mas assim como um grupo se livrou da opressão política, o outro também irá se desfazer das algemas econômicos.

As seguintes questões foram feitas para o Mestre pelo jornalista da TV:

Jornalista da TV: Maitreya disse que a Terra se tornou mais quente, de maneira que o mundo seja capaz de cultivar alimentos orgânicos o suficiente para as suas pessoas. O quão rápido nós veremos as grandes nações agricultoras fazerem as mudanças necessárias para converterem as fazendas baseadas em pesticidas e substâncias químicas, para métodos orgânicos seguros?

O Mestre: Aos poucos, isto já está ocorrendo. Este processo irá continuar em ondas sempre crescentes até que, de cinco a 10 anos a partir de agora, a maioria das fazendas serão orgânicas. O uso extensivo de fertilizantes químicos, que aumentam a produção, mas diminuem a vitalidade, irá ser deixado de lado à favor de métodos melhores. Isto irá aumentar a vitalidade, e portanto, a saúde das pessoas.

TV J: Nós veremos novas áreas férteis aparecendo, assim como nas regiões ao Norte da Europa, que no presente, estão incapacitadas de sustentarem uma gama maior de plantações?

O Mestre: Asseguradamente, enormes colheitas se tornarão a norma através do hemisfério Norte e de fato ao redor do mundo. Haverá comida em abundância para todas as pessoas da terra, e isto sem o uso de pesticidas danosos.

TV J: A educação britânica está passando por uma séria crise de recursos e de moral. Professores estão se demitindo porque eles se sentem sub-valorizados. Escolas estão lutando afim de cumprirem suas obrigações freqüentemente sem os materias básicos.

Enquanto isto, pais sentem que suas crianças se tornaram peões no jogo político, e a incidência de semi-alfabetismo entre aqueles que abandonam a escola é uma das mais altas na Europa. A educação se tornará novamente uma prioridade neste país, e em que novas direções ela irá evoluir?

O Mestre: Certamente, a educação terá que tomar o seu lugar entre as principais prioridades desta nação. Uma mudança revolucionária nas idéias e objetivos educacionais irá gradualmente ocorrer ao redor do mundo. De seus próprios planos de fundo e tradições, cada nação irá contribuir com suas idéias e experimentos, com a criança em evolução no centro de seu pensamento.

O presente baixo status da profissão de professor no Reino Unido é um fenômeno temporário. Com o fim do presente governo isto logo irá mudar conforme as forças de mercado não mais governarem, como elas fazem hoje, mesmo na educação. Uma profunda transformação na compreensão do significado e propósito da educação irá ocorrer, na qual a criança, como uma alma em evolução, é considerada em sua individualidade única, e todas as instalações e técnicas educacionais serão criadas para servirem ao desabrochar de suas divindades.

TV J: Mudanças enormes estão planejadas para transmissão que muitos sentem que irão ameaçar a independência e qualidade dos programas. A Lei de Transmissão do Governo Britânico almeja a venda de companhias TVI (isto quer dizer, independentes) em leilões, sugerindo que o lucro será uma prioridade maior do que os programas. Enquanto isso, a BBC encara uma pressão econômica interna, assim como os efeitos de um Primeiro Ministro e Gabinete hostis. Como o Mestre vê os presentes serviços de televisão evoluindo e que papel eles terão na Nova Era?

O Mestre: Como todos os aspectos da vida no Reino Unido no tempo presente, a comunicação está submetida ao jogo das forças de mercado. Isto está destruindo seu desenvolvimento em direção a linhas corretas e deve ser revertido na oportunidade mais próxima. A televisão como um meio possui um enorme potencial em ligar nação com nação, irmão com irmão, e a humanidade com Maitreya e seu grupo. É o meio, par excellence, para a disseminação de informação, e corretamente manuseada, um fator chave na nova educação. Sua importância não pode ser enfatizada.

O tempo presente é um momento de mudanças de água preparatório para um grande passo à diante e a ligação de redes de comunicação ao redor do mundo.

De agora em diante, os problemas serão visto, em essência, como globais, e soluções globais serão procuradas. Isto requer uma distribuição global da informação e idéias necessárias para suas resoluções.


Da edição de Abril de 1990 da Share International.

 


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