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O vindouro Dividendo de Paz

Entrevista com o Mestre--, através de Benjamin Creme
por Patrícia Pitchon

Todas as nações deveriam cooperativamente se organizarem de maneira que o dinheiro economizado da redução dos armamentos seria disponível para o alivio da divida necessária para o Terceiro Mundo.

Patrícia Pitchon: Existe um sentimento geral de que não haverá um “dividendo de paz” a não ser que as tarefas gêmeas de desarmamento e alivio da divida sejam feitas mais ou menos simultaneamente afim de liberar os fundos tão  necessários para o desenvolvimento. Os pobres em todos os lugares precisam urgentemente de água gratuita, um suprimento adequado de alimento, abrigo, educação e programas de saúde. Quais são os próximos passos necessários para se começar esta tarefa gigantesca?

O Mestre: Precisa haver e haverá uma crescente percepção de que o mundo não pode continuar suportando o investimento em armas que se realiza hoje. Já, as grandes potencias estão começando a perceber isso (através de seus próprios problemas relacionados a isso) e, como todos sabem, a União Soviética está liderando o caminho.

O Sr. Gorbatchev, em particular, está consciente da extensão na qual um massivo investimento em armamentos tem dificultado suas tentativas em reconstruir a sociedade e economia Soviética. Mas até que todos os poderes reconheçam a imperativa necessidade para uma enorme redução no gasto com armamentos, pouco progresso pode ser feito na direção de uma ajuda realista ao mundo em desenvolvimento.

Assim que isto for feito, um grande programa de massiva ajuda para as nações não desenvolvidas deverá ocorrer. Estas nações que se prepararam à frente através de medidas sensíveis para a divisão proporcional e gerenciamento de ajuda, irão dar aos seus países os melhores serviços.

PP: Como as nações podem se preparar afim de receberem a ajuda que precisam?

O Mestre: Aquelas nações, que, no momento, estão preparando linhas de comunicação e centros de reconstrução—sejam governamentais ou voluntários—irão achar-se na melhor posição afim de receberem ajuda das nações desenvolvidas. Portanto, é para aqueles governos agora trabalhando para a melhora das nações em desenvolvimento a função de organizarem, quanto o possível, as várias agencias e estatísticas de necessidades que serão necessárias afim de assegurar uma rápida respostas à estas necessidades. Necessariamente, a ajuda virá numa base de “os primeiros chegam primeiro”, e aqueles melhores equipados e melhor organizados serão os primeiros a receberem.

PP: O que a anulação da divida do Terceiro Mundo realmente significaria para os bancos e instituições financeiras que ainda são donos deste dinheiro?

O Mestre: Muitos bancos iriam entrar em colapso a não ser que suas perdas fossem garantidas por governos nacionais; isto é o que a Hierarquia esperaria ver. Não existe realmente razão em se esperar que os bancos sozinhos devam tolerar o custo da divida. Isto precisa ser subscrito por governos em associação com os bancos.

Muitos bancos se encontrarão prontos e irão de bom grado aceitar uma proporção de suas perdas por uma causa tão valorosa, mas seria irrealista assumir que eles deveriam tolerar todo o custo. No entanto, não deve ser esquecido que existem muitos bancos hoje cuja saúde é em grande parte ganhada de empréstimos com vantagens sobre nações em desenvolvimento.

PP: O que o Mestre pensa do tão chamado ajuste estrutural de empréstimos favorecido pelo Banco Mundial e o FMI? (Nota: Este tipo de empréstimo freqüentemente necessita que os países em desenvolvimento permitam importações estrangeiras sem serem capazes de melhorarem os termos de troca no mercado mundial para as suas próprias exportações em agricultura e mineral; ela também compele a se erguer subsídios em alimentos e energia. Quando os preços do alimento e transporte sobem às alturas, os choques são sentidos pelos pobres, que freqüentemente se revoltam—um fenômeno que tem se repetido ao redor do mundo nos anos oitenta e nesta década.)

O Mestre: Baseados como estes empréstimos estão no conceito de forças de mercado, eles são basicamente uma farsa. Confiança nas forças de mercado na situação sem igual ocorrendo no mundo desenvolvido e não desenvolvido não tem sentido, e não pode ser chamada de justa. Estas provisões são uma caricatura do que realmente é necessário ao Terceiro Mundo. Em alguns casos, elas foram o suficientes afim de galvanizarem uma nação em direção a uma maior prosperidade material, mas não sem freqüência com um impacto degradante na cultura das pessoas.

Onde as forças de mercado são a principal prioridade, desigualdade é assegurada e a injustiça é o resultado. O Banco Mundial e o FMI têm abusado de seus poderes afim de imporem uma visão ideológica da “normas” econômicas sobre Terceiro Mundo. Isso tem sido um pouco mais—em prática—da extensão da hegemonia Americana no campo político-econômico internacional.

Em prática, o Banco Mundial e o FMI, embora inquestionavelmente ajudando muitos países, agiram em uma maior extensão como uma ferramenta de sucessivas administrações Americanas; como o maior contribuinte, os EUA tem imposto sua vontade sobre os modos de serviço que o Banco Mundial e o FMI oferecem.

PP: Como as nações do Terceiro Mundo podem começar a quebrar este estrangulamento?

O Mestre: Irá depender em grande parte da crescente consciência de que o mundo é um e que nenhum progresso é possível, mesmo para o mundo desenvolvido, se ao mesmo tempo, dois-terços da população do mundo for deixada em pobreza. Isto não pode ser sustentado por muito mais tempo. O presente bem-estar econômico dos principais países desenvolvidos é nada mais do que uma bolha que logo irá explodir. As nações devem perceber sua interdependência, e quando elas o fizerem através da privação econômica, elas adotarão medidas afim de restaurarem a economia do mundo.

Até que as principais nações estiverem “contra esta situação”, pouca ação real é provável. A longo prazo, um completa reconstrução do sistema econômico do mundo é necessária e eventualmente será implementada. Como Maitreya tem dito, forças de mercado, por sua própria natureza, são injustas, e já que criam divisão, separação e desigualdade, são más.

PP: Podemos esperar um período de caos econômico?

O Mestre: Apenas um período de privação e dificuldade irá levar os governos das nações desenvolvidas a verem a realidade : a interdependência de todas as pessoas e a necessidade de uma distribuição mais justa dos recursos do mundo.

No entanto, o objetivo da Hierarquia em seu trabalho em conjunto com a humanidade sempre foi o de reduzir o caos ao mínimo. Na luz deste objetivo, é esperado que transformações, embora radicais, ocorrerão em um passo consoante ao bem-estar geral de todas as nações. O mínimo de caos irá ocorrer.


Da edição de Novembro de 1991 da Share International.

 


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