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Quem é Deus?

Perguntas e respostas com Benjamin Creme

Discussão sobre Deus como a soma total de todas as leis e energias que compõem o universo manifestado e não manifestado.

P.Você usa a palavra Deus muito freqüentemente. Você poderia nos dar sua visão sobre o que você quer dizer por Deus? Você pode definir Deus?

R. Curiosamente, nós não recebemos muito esta pergunta. Esta provavelmente é a pergunta mais difícil de se responder. Quem sou eu para dizer o que é Deus? Se eu posso dizer qualquer coisa sobre Deus, eu poderia dizer que em um certo sentido não existe algo como Deus, Deus não existe. E em outro sentido, não existe mais nada além de Deus—apenas Deus existe.

Perguntando-me por uma definição de Deus, você me pediu o impossível, mas eu tentarei. Deus, para mim (eu estou falando agora intelectualmente, de um ângulo no qual não se pode conhecer Deus) é a soma total de todas as leis, e todas as energias governadas por essas leis, que compõem o todo do universo manifestado e não manifestado. Tudo o que nós conhecemos e vemos, ouvimos e tocamos, e tudo o que nós não conhecemos, ouvimos, vemos ou tocamos, na totalidade do cosmos, cada fenômeno manifestado é parte de Deus. E o espaço entre estes fenômenos manifestados é Deus.

Então, em um sentido bem real, não existe nada mais além. Você é Deus. Eu sou Deus. Este microfone é Deus. Esta mesa é Deus. Tudo é Deus. E porque tudo é Deus, não existe Deus. Deus não é alguém ao qual você pode apontar e dizer, “Este é Deus”. Deus é tudo o que você já sabe ou poderá saber, e tudo além do seu nível de conhecimento. Este Deus, não manifestado, não criado, deseja conhecer a si mesmo em todas as suas possibilidades, seus aspectos possíveis, e toma gradualmente encarnação; gradualmente envolve a si mesmo naquele pólo oposto que nós chamamos matéria. Espírito e matéria são dois pólos da realidade ou Deus. Ambos são parte da mesma totalidade. Mas conforme eles vão mais e mais em distância de si mesmos na polaridade, nós temos os pares de opostos. Nós temos o bem e  o mal, nós temos a noite e o dia, espírito e matéria, e logo nós estamos presos no dilema dos pares de opostos.

Através do processo de meditação, que nos leva eventualmente ao conhecimento da, e união com, o aspecto alma em nós mesmos, o aspecto divino, nós podemos ter a resolução para estes dois aparentes opostos. Nesta resolução, nós ficamos entre os dois. É aí que o conhecedor permanece, sabendo que não há nem bem, nem mal, sabendo que existe apenas um, existe apenas Deus. Então você pode conhecer Deus de uma maneira que ninguém pode falar sobre ele!

Deus não pode ser conhecido do nível que eu estou falando agora. É impossível. Deus pode, eu acredito, ser sentido e apreendido como uma experiência, de momento a momento apenas, como Aquilo que É quando nós vamos além do nosso pensamento e permanecemos naquele estado de consciência da totalidade sem pensamento, sem o sentido de si mesmo. Então nós podemos conhecer Deus. A maioria de nós, no estágio que estamos agora, podemos conhecê-lo, talvez, por uma fração de segundo ou poucos momentos, mas aquele segundo ou poucos momentos irá nos dar o senso de sua imortalidade e sua infinitude. Isto é tudo o que alguém pode dizer sobre esta experiência após ter ocorrido. Você não pode descrevê-la. Assim que você a estiver descrevendo-a, você estará descrevendo uma memória, você estará descrevendo uma experiência que não é mais Deus.

É algo sobre o qual não se pode falar, pode apenas ser conhecido de momento a momento. Certos indivíduos, o Cristo, por exemplo, podem nos mostrar como Deus é. Isto é o que o Cristo na Palestina e o Buda nos mostraram. Eles nos mostraram o que é Deus, em certos aspectos. Apenas aspectos—até mesmo o Cristo pode apenas mostrar aspectos. Ele vem agora para mostrar um aspecto mais elevado até mesmo que o aspecto Amor que Ele mostrou antes. É um aspecto maior, um aspecto mais inclusivo de Deus, que Ele irá revelar a humanidade. Esta é a nova revelação.

P. Até qual extensão Deus escolhe agir ou falar com o homem diretamente e até que extensão Ele age através de intermediários como a Hierarquia que você descreve?

R. Deus sempre age através de agentes. Sempre. Isto é verdade para cada manifestação de Deus. Assim que Deus vem em encarnação, manifesta-se em qualquer nível, ele trabalha através de alguma agência ou outra. Ele mesmo é não-manifestado, e mesmo assim, é imanente em tudo o que é manifestado. O Cristo é um agente. O Cristo não é Deus. Quando eu digo “a vinda do Cristo”, eu não quero dizer a vinda de Deus, eu quero dizer a vinda de um homem divino, um homem que manifestou Sua divindade pelo mesmo processo que nós estamos passando—o processo de encarnação; gradualmente se aperfeiçoando através do processo iniciatório; gradualmente se tornando mais e mais divino.

A iniciação permite a um homem entrar, pouco a pouco, na mente de Deus. Ele se torna mais e mais consciente da natureza da realidade e assim mais e mais divino, e exibe mais e mais desta divindade. Os Mestres fizeram isso até o ponto onde eles são o que nós chamamos de perfeitos, mas é uma perfeição relativa. Para nós, eles são perfeitos, porque eles terminaram com as experiências neste planeta. Mas eles vêem reinos maiores acima deles, estados de Ser que nós não sabemos nada. O Cristo é o Mestre de todos os Mestres, mas ele não é Deus, e nunca clamou ser Deus. Ele é um filho de Deus, mas isso também somos nós. Mas Ele sabe que Ele é, e manifesta isto.

Para mim, Deus é a soma total de tudo o que existe em todo o universo manifestado e não manifestado. Aquele não manifestado—quando em encarnação, manifestado—é o Christos, o Principio Crístico, o grande principio evolucionário. Esta energia, porque é uma energia—não há nada mais além disso—não é um homem, mas se manifesta através do homem.

Maitreya, o Cristo, é a encarnação deste principio neste planeta. Deus pode apenas trabalhar através de agentes. O grau de divindade manifestado é inteiramente dependente do status do agente, da proximidade do agente com a mente divina de momento a momento. Esta é a origem da Hierarquia.

P. Onde “está” Deus? Shamballa? O que exatamente é Shamballa, como você o entende?

R. Shamballa é um centro de energia, o maior centro do planeta. Ele corresponde ao centro da coroa na cabeça do homem, é dele e através dele que flui a energia que nós chamamos de Vontade. Na verdade, todas as energias fluem através de Shamballa, mas a energia especifica que nós chamamos de força de Shamballa é a energia da Vontade ou Propósito, que encarna o propósito ou Plano de Deus; Deus sendo aquele grande Ser que anima este planeta, que é refletido no plano físico (porque Shamballa é um centro físico, em matéria etérica) como Sanat Kumara, o Jovem Eterno.

P. Onde está localizado?

R. Está localizado no Deserto de Gobi, nos dois planos etéricos mais altos. Algum dia ele será visto e conhecido, quando a humanidade tiver desenvolvido a visão etérica. Ele foi colocado em seu lugar, como nos diz os ensinamentos esotéricos, há cerca de 18,5 milhões de anos atrás, quando o Logos do nosso planeta tomou manifestação física em Shamballa como Sanat Kumara, o Senhor do Mundo. Sanat Kumara é um jovem, um jovem homem, Que habita em Shamballa, cercado por Seus Kumaras, Seu conselho, incluindo o Buda histórico, Gautama. O Cristo tem o direito de estar neste conselho, mas foi decidido entre o Cristo e Sanat Kumara, o próprio Senhor do Mundo, que o Cristo como o cabeça da Hierarquia permaneça em corpo físico no mundo. O Buda não está em um corpo físico denso; Ela abriu mão dele séculos atrás, para estar em Shamballa. (Você não tem corpos físicos densos em Shamballa, mas corpos físicos etéricos.) O Senhor do Mundo, conhecido na Bíblia como o “Ancião dos Dias” tem muitos nomes: o “Jovem de Eternos Verões”; “O Rei”; “O Iniciador Único”; “O Grande Sacrifício”. Ele é o iniciador nas iniciações mais altas, o Cristo sendo o Hierofante nas primeiras duas iniciações. Ele é o aspecto mais próximo de Deus que nós podemos conhecer. Ele é nosso “Pai”, o Deus pessoal dos Cristãos.


 

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